domingo, 8 de abril de 2012

Somado Ao Mais Do Múltiplo Do Resto (Parte I e II)

Me beijas com todas as forças
Me digas que sou eterno
Nunca me escondas que és moça
Quero viver amor paterno.

Sempre no sossego da calma...
Desnudo de satisfação
Negas a libido que alcança
Filha da disposição.

Tudo somado ao mais do múltiplo do resto
Incesto que nunca ocorreu
És minha por isso confesso...
Embriaguei-me de um sangue teu.


Seco por fora e por dentro...
Molhado pela imaginação
Sorrindo de puro desprezo
Chorando bicas de solidão.

Um ostracismo ímpar
Incontestável peso na consciência
Ciência que nunca será resolvida
Podes chamar Freud e a realeza.

Minhas palavras podem ser falácias
Mas são farmácias para te curar
Não há no ar remédio mais poderoso
Bebido, eleva em demasia tua grandeza.

Nem sempre procurei em ti só beleza
Quero abrigo, anseio, sinceridade
Dispenso a atração carnal
Só atrai mais ansiedade.

Por fim, peço tua sola na minha face
Me cuspas, me batas e arranhes
Que eu apanhe até perder a força
E que meu afeto eu mesmo disfarce.

André Anlub