quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Patrimonialismo e a Cidadania da Gestão Participativa


A cidadania e participação social tem encontrado um problema atualmente nos marcos da mudança da sociedade brasileira, mas antes, o que vem a ser o patrimonialismo? Patrimonialismo nada mais é que um esquema de corrupção política, visando o acúmulo de capital, ou seja, do aproveitamento das finanças do poder público para assuntos “alienados” aos interesses de uma sociedade de bem-estar, de justiça social, da boa política ao invés da velha política capitalista. A questão central está que com o patrimonialismo, a via pela qual é realizada as políticas públicas são negada e um grupo acaba se beneficiando desta situação política.

Mas alguns podem pensar, a política é feita de grupos! Como assim? Não tem mais jeito não? Tem, sim... Com a participação social, através da organização político-administrativa do poder público, através de programas de governos e não apenas interesses particulares é condição fundamental para uma justiça política, pois todas as sociedades organizadas é-se constituída através de “grupos”, como pessoas, partidos, movimentos sociais, classes e identidades nacionais, mas o que faz a boa política é inverter as prioridades, de um acúmulo de capital para o desenvolvimento social, por uma mudança nos rumos da política brasileira. Pela mudança da sociedade brasileira.

O patrimonialismo é a velha política anti-nacional pelos monopólios e anti-popular devido a concentração de capital, impedindo toda a boa política pública para realizar o desenvolvimento social, de aceleração do crescimento econômico e social e é anti-social, pois não há gestão participativa, orçamento participativo e nem formas de consulta e controle social, via movimentos sociais, via o consórcio do poder local, pois há a inexistência da política pública.

Uma ação política justa é a combatividade contra esse patrimonialismo, criando condições para a mudança da sociedade brasileira, estruturando o consórcio de poder local, com gestão participativa, visando incluir a cidadania no centro do debate político, abrindo o jogo com o radicalismo democrático!