quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Eslováquia: Académicos apelam à libertação de Educadores Bahá’ís no Irão

Eslováquia: Académicos apelam à libertação de Educadores Bahá’ís no Irão:
Mais de 80 conhecidos académicos eslovacos apelaram ao governo iraniano para acabar com a perseguição aos educadores e aos estudantes Bahá’ís. Entre estes encontrava-se a ex-Primeira Ministra da Eslováquia, professora Iveta Radičová, e um ex-ministro de Educação, Professor Ján Pišút, que assinam uma carta aberta, apresentada numa conferência de imprensa na passada segunda-feira.

A carta expressa o seu "desagrado no que respeita ao tratamento de alunos e professores Bahá’ís no Irão". "Essas pessoas estão a ser punidas pela administração do Estado devido aos seus esforços para conseguirem educação", declara-se.

Dr. Gregorij Mesežnikov, presidente do Instituto de Assuntos Públicos da Eslováquia


A carta foi redigida em resposta à política de longa data, seguida pelo governo iraniano, que proíbe a entrada dos Bahá'ís no ensino superior, bem como os esforços sistemáticos para acabar com uma iniciativa informal da Comunidade Bahá'í, que visa educar os seus jovens.

Os signatários pedem às autoridades iranianas para libertarem os educadores Bahá'ís que estão actualmente a cumprir penas de prisão de quatro e cinco anos. Pretendem também que seja dado aos estudantes bahá'ís o mesmo direito à educação que as instituições académicas da Eslováquia concedem a todos os alunos e professores, "independentemente da religião, tradição ou país de origem".

A carta aberta foi elaborada em cooperação com o presidente do Instituto de Assuntos Públicos, Dr. Gregorij Mesežnikov. Este afirmou, na conferência de imprensa de ontem, que acha injusto qualquer governo negar direitos, a um grupo inteiro, apenas pelo facto de pertencerem a uma determinada religião.

Congratulando-se com a iniciativa, Jitka Spillerová, da Comunidade Bahá'’í da Eslováquia, afirmou que os académicos "enviaram uma mensagem ao governo iraniano porque não podem ser ignoradas as injustiças que estão a ser cometidas contra os Bahá'ís e outros intelectuais do seu país - nem mesmo por um público que está tão distante geograficamente".

Em Janeiro deste ano, o Comité de Relações Externas do Parlamento Eslovaco emitiu uma proclamação, descrevendo como"abominável", a incitação do governo iraniano ao ódio, com base na religião. Exigiu, também ao Irão, o fim dos "esforços crescentes para destruir a comunidade Bahá'í Iraniana”.

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Tradução: Ivone Correia
FONTE: Slovakian academics tell Iran to free Baha'i educators (BWNS)

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