sábado, 29 de setembro de 2012


Vivemos em uma sociedade que não há um padrão de construção do sujeito isso ocorre por vario motivos entre eles a velocidade com que as informações são apropriadas, reproduzidas e a forma como o conteúdo dessas informações são colocadas em prática, isso torna muito difícil uma única definição de identidade, o que faz com que os jovens passem por mudanças constantes em sua forma de pensar e de agir. Os jovens são bombardeados com modismos que surgem quase que diariamente e direta ou indiretamente os classificam em padrões e “tribos”.
A escola é apenas um momento na vida desses jovens que não buscam o sentido do que fazem e sim, um sentido para fazê-lo.
Vivemos em um momento em que as mobilizações coletivas perderam força e deram lugar as manifestações individuais um espaço maior. As ações são ditadas pelo sistema econômico que se foca na individualidade e na concorrência punindo o indivíduo pelo seu fracasso ou dando a ele as glórias da vitória não levando em conta as condições desiguais em que essas ações aconteceram.
Dentro desse contexto, o aluno precisa assumir sua autonomia, mas, sem se esquecer, porém de suas responsabilidades, pois, ambas caminham juntas na construção de um equilíbrio necessário para um melhor aprendizado e convivência social. O aluno precisa assumir a defesa de seus direitos e ao mesmo tempo se mostrar um exemplo no cumprimento de seus deveres se responsabilizando pelas conseqüências de seus atos.
A vida deve ser encarada como um jogo em que dois fatores são determinantes: a adaptação e a transformação.
Todos tem e confiam em suas verdades que surgem da somatória de seus conhecimentos sobre os mais diversos acontecimentos e interpretações dos mesmos pelas pessoas que estão ao seu redor. Jovens de diversas realidades com suas próprias verdades são confrontadas com o saber cientifico que não pode ser a solução para tudo. Muitos ainda trazem consigo um pouco de um mundo místico que precisa ser respeitado e há de se admitir que possa existir sim, algo além da razão humana que seja capaz de dar uma orientação aos atos praticados claro, que nunca servindo de salvo conduto para a irresponsabilidade.
A escola nesse sentido precisa ser uma mescla de individualidade e coletivo, trabalhar o científico e a realidade da comunidade e assim, tentar buscar um caminho que possa transitar em ambas as esferas sem com isso fugir de seus propósitos pedagógicos na tentativa de formar um cidadão não só preparado para o mundo do trabalho, mas também que seja capaz de enxergar as diversas interpretações de sua realidade e fazer uma análise crítica para se adaptar a ela ou buscar transformá-la.  A escola precisa oferecer ao aluno a fórmula de uma interação entre o individual e o coletivo tentando diminuir esse distanciamento.
O aluno do ensino médio está em uma reta que poderá isso se levando em conta as condições sociais de cada indivíduo e de suas oportunidades, alcançar o mundo universitário, que ainda é uma regalia para poucos, colocá-lo frente a frente uma verdade que ele desconhece. Muito de suas convicções serão confrontadas e muitas verdades serão transformadas em lendas. Isso ocorre por que a linguagem cientifica ainda está longe de ser uma interpretação que facilite e que una todos os saberes.

Autor: Carlos Benethi