quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Cada Pétala que cai

Cada pétala que cai 

A cada pétala que cai 
Pedaço de flor que se banha 
Fluindo anseios na correnteza 
Misturam-se as águas de um tempo. 

É o êxtase que compõe o que parte 
No dorso de cavalos negros 
Cavalgam na praia inventada 
Deixando na areia, pegadas. 

Maravilhadas por agora molhadas 
Somem com as águas que roubam. 

Danço mergulhado em sonhos 
No vil baile sagrado 
Que cobiça a todos. 

Subo nos altares de gloria 
Por último brinco e esnobo 
O fundo frio do poço. 

André Anlub