sexta-feira, 16 de novembro de 2012

QUINZE DE NOVEMBRO...E DAÍ?




Penso logo existo, desisto, vou pra cima ou deixo o barco correr?
Sem perceber me exaspero com a pacificidade dos que apenas gritam, entre eles eu.
Orfeu de um carnaval sem samba,
combate sem que haja um bamba,
fralda suja escondida entre panos limpos, o cheiro revela.
Derrubaram o cavalo do Fonseca,
o trem parou por pane seca.
Estamos avançando para trás, com o civismo embotado,
com o coração desbotado, com o sangue aguado, sofrendo daquilo que fomos avisados.
Quero meu Brasil de volta.
Quero ver a bandeira sem manchas vermelhas,
com todas suas estrelas e não a merce de uma só.
Não sou o pó que se varre para baixo do tapete,
não sou contrito que repete a desdita como mantra.
Santa? é minha pátria mãe.
Aquela mesma que em 15 de novembros outros me fazia ir para avenida como um louco...
louco pra ser brasileiro.