segunda-feira, 22 de abril de 2013

Novo folhetim

Encenando, seguimos todos na quase tortura cotidiana.
Tem que ter, que poder, que fazer, que ser, que parecer...
Mediocridade do outro é sempre menos dolorosa que a nossa.
Muitos contemplam a própria sorte que bate à sua porta.
Outros não a reconheceriam...


Como detetives ou especuladores da vida alheia permanecemos avessos ao folhetim que nos rodeia.
São muitas emoções, como diz o cantor popular, a invadirem o coração.
Mal sabemos administrar esse vendaval de incertezas, de pressões, de razões que nos levam a ações.
Mas cá pra nós, meu irmão, está faltando mesmo é compaixão.


Todo mundo ligadaço no cheiro do cigarro, no flagra agora comum, na privada que vaza...
E o olho de quem olha pelo buraco anda cheio de remela.
Mais do que na hora está em se dedicar, em se enxergar, pra deixar de cometer absurdos permitidos.
Seu espelho também é de vidro, então, cala a boca, ou só abra quando for pra dar um delicioso beijo.


Um momento... um movimento serve pro mundo mudar, ele ainda tem jeito.
Silêncio, vou fazer uma oração em homenagem àqueles que foram pro lado de lá.
Agora sim, podemos ideias trocar e passar a limpo o passado sujo, cheio de rascunhos.
Precisamos urgentemente de um novo capítulo para que isso tudo não venha nos enjoar, nos matar...