quarta-feira, 10 de junho de 2015

mulher do mar

chama-se albina



crónicas da xávega (69)


mulher do mar

estendo os olhos até onde
uma linha divide mar e céu
ou os une e confunde

nela escrevo o meu nome
eu inteira sem erros
mulher mãe companheira

o meu tempo é este
em que haver na mesa pão
amassado com sal

é segredo de mar
arte de arrais
suor da companha

(torreira; companha do marco; 2013)


https://ahcravo.wordpress.com/2015/06/10/cronicas-da-xavega-69/