sábado, 2 de abril de 2016

dos euzinhos



HOMENS DE MAR



crónicas da xávega (147)


dos euzinhos

que escrevam depois
o que foram
é coisa que também
me importa

escrever o passado
é trabalho
minucioso e de valia

mas fazer parte dele
porque se foi presente
é coisa que no café
à secretária a facturar
alguns sonham enquanto
flores e aves registam
para postais institucionais

lembro-me deles
quando me dói estar longe
com fome de mar

não são das gentes
da terra que dizem sua
são por si para si

euzinhos

(torreira; companha do marco; 2009)

http://ahcravo.com/2016/04/02/cronicas-da-xavega-147/