quarta-feira, 6 de abril de 2016

Insônia


















Devagar, indo pra não parar de divagar...
Vindo, sei que me pões no teu último altar,
Em teu jeans me apoio, desembolso tua casca,
Reinvento tua vida tacanha, sem graça.

Devagarinho, volto na imagem do teu pensamento,
Iludido, traças outro caminho pra justificar teu desalinho.
E durante as noites, teletransportada em tua anamnese,
Remanescentes tapeiam teu sono.

Rapidinho, partilho alguma coisa contigo,
Mas toda essa confusão,
Tu te metendo comigo e eu me metendo contigo,
É só insônia a causar.

Mas desconverso enquanto depressa vens inebriando,
Um novo sol despontando segue nos guiando,
O meu sorriso pleiteando teus Campos Elísios,
Sendo doca pra te abrigares.