segunda-feira, 24 de julho de 2017

NAQUELA MADRUGADA DE OUTONO

Perderam-se pelas madrugada vadias.
Ruas e avenidas pareciam-lhes sem sentido ou direção.
Perambulavam entre os amantes plenos de convívio
- fartavam-se de indiscrição -.
Esparramada sobre aquela noite de outono,
a névoa confidente beirava o encantamento.
Em breve, o seu dissipar revelaria a claridade do dia.
Suas desconexões com a realidade seriam evidenciadas.
Tarde para recuar!
Versos e rimas revelariam sua fome de poesia naquela manhã.
Ensolarados,
o poema deu-se à vida
àqueles que acordavam do sono consentido
em busca de esperança prometida.
Quem sabe um mar de rosas os esperava...

©rosangelaSgoldoni
16 06 2017
RL T 6 062 133