terça-feira, 31 de outubro de 2017

Das Loucuras


Das Loucuras (verdades carecas e mentiras cabeludas)

Nas perfeições da natureza, a minha mente monta o acampamento;
Aprecio cada pássaro, bicho, som, folha, rio, cor, cheiro, tons dessa beleza.
O futuro não importa, o passado entorta e o presente é torta de limão.
Nada não é até que então surja a razão de apenas ser, inovação.

Quero colocar mais cores: expor o amor guardado no peito;
É egoísmo deixá-lo trancado e não compartilhá-lo nessa perfeição.
Mas gargalho em voz alta ao perceber que o amor me falta...
Não vejo jeito, me revolto e volto a um tempo de um Eu imperfeito.

Agora amo quem e quando quero; espero somente o que vier nua...
Saboto-me e ponho-me à mesa; sapeco a sobremesa: nua carne sua.
Minha refeição é fria, e nessa linha ao vivo eu vivo e sobrevivo sem pressa.
Pulo e mergulho na gruta: sem grilo, com grelo, com gula.

Pulo de galho em galho, sou Tarzan atazanado, pessoas são quebra-galhos,
Reencarno o escárnio, reaproximo-me do exílio e encaixo os frangalhos.
Nesse mesmo instante eu desperto, foram sonhos que pariram pesadelos,
O amor me circunda como sangue; a paixão vai dos pés aos cabelos.

André Anlub
(30/10/17)