segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

para os devidos efeitos






quando eu morrer
não entreguem à terra
um corpo que sempre foi de mar

quando eu morrer
uma gaivota levantará voo
uma onda morrerá na praia

nada de anormal
são coisas que estão
sempre a acontecer

como
quando eu morrer

(torreira; 2010)

https://ahcravo.com/2018/01/22/cronicas-da-xavega-229/