quinta-feira, 17 de maio de 2018

Catedral


Tu, mulher — mulher de fases! Tu que sentes o amor como razão
da vida
Tu, que perpetuas a paixão na alma inflamada pela noite sobre
o calor deste verão.
És paixão, loucura — fonte da minha angústia, escrevo-te
através das minhas lágrimas, de todo o meu ser
Dei-te meu coração: uma catedral erguida em nome do meu
amor por ti
E hoje minha alma traz as cicatrizes da paixão
E meu corpo nu sofre com a distância de ti e o desejo está em
mim
Pobre de mim sofro nas longas noites a espera de ti
Tu que és feita de amor e volúpia, inspiração do meu canto,
razão da minha vida. Tua postura lembra uma poesia feita
numa velha madrugada de lua...
Criatura divina, maravilhosa, nasceste para me amar.
Mulher tu que deitas o teu beijo na minha boca
Quando as estrelas sorriem e as ondas encontram as areias de
praias desertas, Mulher!
Mulher que eu amo, ser abençoado, ser desejado, essência
perdida num ar de verão.
Não me abandones!... Eu, que tanto te amo, que tanto te
venero
Eu que sou poeta de uma musa só: Você!
Cantei a viagem do amor que se foi, aquela me fez sonhar do
mais fundo da minha alma com você e teus carinhos
Até o âmago eu iria e beberia da fonte do teu amor e me
entregaria aos teus beijos e abraços sem pensar,
No invólucro da tua alma que és tu mesma, aonde nossas peles
e nossos sentimentos serão um.
Oh amada, inspiração adorável da minha poesia!