segunda-feira, 4 de junho de 2018

a mais ninguém





cinzentos
os dias sucedem-se
monótonos diversos
suceder-se-ão

o tempo
esse assassino impune
a cada dia me leva amigos
levar-me-á

o que o tempo
me não roubou ainda
homens levaram

perdoo ao tempo
é da sua natureza
a mais ninguém

a mais ninguém

(torreira; a escolha; 2009)

https://ahcravo.com/2018/06/04/cronicas-da-xavega-256/