terça-feira, 14 de janeiro de 2020

o melhor




o melhor de mim
não to posso dar

deixei-o um dia
nos braços do mar

(praia de mira; 2008)

https://ahcravo.com/2020/01/14/cronicas-da-xavega-332/

Uma Poesia Para Raul - XI


Estou no ano dois mil
Falando de amor pra você
Tomando Coquetel Molotov
E comendo sanduíche de Brazil

Meu querido ABC
Não me esqueço de ti
Entre André's Bernardo's e Caetano's
Eu fiquei com Luciana

Em qualquer bar do Planeta
Vejo o nosso "filme" na TV
É tão legal meu amor
Quando nós sabemos o final

Estou no ano dois mil
Falando de amor pra você
Os meus conflitos ainda
Não foram para o divã


Manoel Hélio Alves, é poeta, natural de Macarani, Bahia.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

se






se virem que estou a morrer
não me tragam um padre
para me dar a extrema unção

prefiro uma mulher bonita
e um poema de eugénio de andrade.
a morrer que seja em grande

(morraceira; enfeitar; 2019)

https://ahcravo.com/2020/01/13/a-beleza-do-sal-74/

Igual




Em uma esquina qualquer de Buenos Aires
Sento para tomar café,
E, quem sabe,
Escrever um poema.
Um poema qualquer.

Hermanos passam apressados.
Lembro Sampa.
Tudo igual!
Menos o café
(pequena cacimba barrenta),
E minha pela preta de pernambucano preto

Em uma esquina qualquer de Buenos Aires
Sento para tomar café,
Um tango reverbera ao longe
E eu rabisco num guardanapo
Minha alma é frevo!





Carlos Galdino


Poeta, radialista, fotografo
Autor dos livros
Achados & Perdidos e Poemas quase sinceros e outras mentirinhas.



quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Uma Poesia Para Raul - X



Reminiscências
Inóspitas paisagens
Terrenos movediços
Impossíveis de navegar
Nau errante à deriva
- Hélio! Você vai se afogar!
Ainda recordo


Manoel Hélio Alves, é poeta, natural de Macarani, Bahia.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

ama





ama no outro
o seres tu e

em ti
o saberes ser
o amor pelo outro

(torreira; safar redes; 2019)

https://ahcravo.com/2020/01/06/postais-da-ria-338/

Edifício Wilton Paes de Almeida




Numa esquina qualquer de São Paulo
Eu sento para tomar uma gelada
Comer um sanduba
E escrever um poema qualquer.
O prédio caiu!
Gritou a TV.
Ali, naquela esquina
Eu vi e senti Hiroshima.
Não escrevi nenhum poema
Não tomei a breja
Não agasalhei o sanduba
E a poeira entalada na garganta
Tinha gosto
De morte.










Carlos Galdino
Poeta,Radialista,fotografo
Autor dos livros
Achados & Perdidos e Poemas quase sinceros e outras mentirinhas.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Uma Poesia Para Raul - VIII



Hoje é agora
   Hoje é tempo
Hoje é hora
            Hoje é passatempo

                    Hoje que mata
                       Hoje que destrói
                     Hoje que passa
                  Hoje que dói

  Hoje choro
  Hoje canto
Hoje rezo
      Hoje encanto

                  Hoje solidão
                          Hoje pensamento
                       Hoje revolução
                                Amanhã fuzilamento


Manoel Hélio Alves, é poeta, natural de Macarani, Bahia.

domingo, 22 de dezembro de 2019

cães





começa a ser difícil
escrever a palavra
homem

e
haver um homem
dentro da palavra

cães vai havendo

(torreira; 2016)

https://ahcravo.com/2019/12/22/os-moliceiros-tem-vela-384/

sábado, 21 de dezembro de 2019

gostava





gostava de te falar do sol
desse amigo com que me deito no verão

gostava de te falar do sol e de te perguntar
porque não tens aparecido

(armazéns de lavos; rer; 2019)

https://ahcravo.com/2019/12/21/a-beleza-do-sal-73/

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

estou cansado





estou cansado
apetece-me dormir

deixar que volte o tempo
em que todos os dias
era verão e eu

eu andava sem cuidados
pelas ruas e pelos cais

(torreira; safar redes; 2009)

https://ahcravo.com/2019/12/20/postais-da-ria-337/

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

é tarde




é tarde
não sei se chegarás um dia

mas eu parti tanto
que a tua chegada
se vestirá de espanto

(praia de mira; 2009)

https://ahcravo.com/2019/12/19/cronicas-da-xavega-330/