segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

de mim



o moliceiro Manuel Silva, a chegar ao cais do bico


“Que importa perder a vida
em luta contra a traição,
se a razão, mesmo vencida
não deixa de ser Razão”

antónio aleixo


de mim

há muito que soltei amarras
de cais seguros
o meu andar é o meu caminho
sempre o meu

venham os que assim quiserem
deixem-me os que não
aceito dos amigos a palavra
o abraço não o silêncio
mesmo se

serei barco até um dia
o dia em que
serei mar por já não ser

até lá serei sempre eu

https://ahcravo.wordpress.com/2014/12/15/os-moliceiros-tem-vela-10-de-mim/