segunda-feira, 1 de março de 2021

Programa Megafone completa 8 anos de existência!

Foto: Carlos Galdino

O programa Megafone completa 8 anos de existência sob a condução do comunicador Carlos Galdino, o Megafone é transmitido através da Rádio Cantareira FM 87,5 para todo o país através do seu site.

O poeta Carlos Galdino utiliza de forma dinâmica e precisa os microfones da Rádio Cantareira FM, abordando sempre novos temas necessários para os dias atuais, também traz uma série de entrevistas com personalidades diversas do meio literário, artístico, musical,  e político da cidade de São Paulo, e outras regiões do país.

O programa Megafone da voz e vez para os independentes nas diversas áreas do conhecimento humano, e o Carlos Galdino é a pessoa mais indicada para conduzir um programa desta magnitude, principalmente nos dias atuais, onde todos nós estamos passando por uma grande pandemia.

Desejo ao Megafone muitos anos de existência, e que mantenha a sua essência original, levando sempre aos seus ouvintes o que de melhor existe na cena alternativa do nosso país! 

Manoel Hélio Alves é poeta, natural de Macarani - BA, sócio da UBE União Brasileira de Escritores, mora há muitos anos em São Bernardo do Campo - SP, autor do livro Uma Poesia Para Raul (Edição Independente). 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Edital 2020/2021 Poiésis - Antologia Poética - Vol.3


(EDITAL 2020/2021)

APRESENTAÇÃO

Na linha dos projetos editoriais Cogito Internacional e Bardos Baianos, em que conta com um poema por poeta, a Poiésis - Antologia poética, coletânea publicada em 2004 e 2008, chega repaginada e com grande expectativa. A obra contará com poetas de diversas partes do Brasil e do mundo, todos juntos, unindo forças, em prol da poesia e do poetar.

1. CARACTERÍSTICAS DA OBRA

Formato: 15x21 cm
Miolo: 1x1 cor em papel Off-Set de 75 grs.
Capa: Duo Design de 250 grs. 4x0 cores c/ orelhas de 7 cm

2. FORMAS DE PAGAMENTO


MÊS

PARCELAS

CUSTO
JAN
3
R$ 33,30
FEV
2
R$ 50,00
MAR
À vista
R$ 100,00

  1. DIREITOS DO AUTOR
  • O autor participante receberá 3 exemplares do livro;
  • Cada autor poderá participar com somente um poema;
  • O poema poderá ocupar mais de uma página, contudo o custo pela participação, será proporcional a quantidade de páginas utilizadas pelo autor;
  • A quantidade de livros a receber será proporcional as páginas utilizadas;
  • O autor poderá fazer uso do livro da forma que considerar melhor sem que haja qualquer tipo de impedimento da editora.

4. SOBRE OS DIREITOS AUTORAIS DA OBRA

  • Nos casos de reimpressões da antologia poética do território como incentivo cultural por parte da iniciativa privada ou poder público, os autores receberão pelos seus direitos autorais, 50% do acordo combinado com o patrocinador. Sejam eles em exemplares ou em valores monetários, os 50% que competirem aos autores serão entregues em partes iguais.
  • Um autor participante da obra, ou um grupo de autores poderão, desde que cubra todos os custos com a impressão, solicitar da editora a reimpressão da obra, sem que os demais autores que não participaram da cotização possam exigir quaisquer valor pelos direitos autorais.
  • As reimpressões da antologia poética do território como incentivo cultural da iniciativa privada ou poder público poderão constar a logomarca do patrocinador na página que antecede a folha de rosto da obra.
  • Primando pela qualidade editorial da obra, sobretudo no aspecto gráfico, a impressão de novas edições serão feitas somente com a anuência e condução da Cogito Editora.

5. FOTOGRAFIA PARA DIVULGAÇÃO

As fotos dos autores participantes da Poíesis - Antologia poética Vol. 3, sejam para a produção das flyr's individuais e coletivas com o objetivo de divulgar o projeto, assim como para a publicação no livro, devem seguir as diretrizes apresentados neste edital, conforme relação descrita a baixo.

1) Olhar fixo para a câmera;
2) Resolução adequada, (pelo menos 500 Kbytes de memória);
3) Colorida;
4) Individual;
5) Sem portar objetos;
6) Sem elementos que causem poluição visual no fundo da imagem.

6. CRONOGRAMA DO PROJETO

Inscrições: Até 1.º de março/2021
Entrega dos textos – Até 10 de março/2021
Revisão: Até 15 de março 2021
Editoração: Até 20 de março/2021
Impressão: Até 2 de abril/2021
Lançamento: 21 de abril/2021

Obs.: O cronograma poderá ser alterado devido necessidades editoriais.

* A participação do autor só será confirmada após envio do poema, juntamente com a ficha de inscrição e o comprovantes de pagamento. O envio deverá ser feito até o dia 1.º de março de 2021 para poiesisantologiapoetica@gmail.com.
  • Em caso de desistência a editora reserva-se o direito de restituir somente 50% do valor da inscrição.

DADOS BANCÁRIOS

Titular: Ivan S. de Almeida
Banco do Brasil
Agência: 2014-1
Conta Corrente: 106943-8



CONTATO:

Organizador – Ivan de Almeida
71 99220-5555


 Salvador, 1°de Julho de 2020.

 
Ivan de Almeida
Diretor executivo da Cogito Editora.



 

sábado, 20 de fevereiro de 2021

SEM NINGUÉM (Versos Pornofonológicos)

Sobre Sem Ninguém!
O ano era 2013 e eu abusei do personagem do POETA MATUTO MARG!NAL para a minha primeira publicação de uma obra física. No ano anterior tinha lançado um e-book: OS CANTICOS A SAUVAS (alguns microcontos & outras cositas). Lembro também, apesar da parca memória que no início desse século lançara através da sociedade dos filhos da pátria um livreto de estética a lá cordel. Que continha uma pariceria com o poeta Davi San Cruz e um texto - pseudo atribuído aos veteranos da plebe poética. E que como pano de fundo na capa continha um desenho explicito que batizara de “A Mulher Socrática”. Que virara a capa de um “zine polêmico” celebrando o dia 08 de março também na primeira edição do livro: “Sem Ninguém”. E estivera presente novamente em um banner promocional que dera na arte–capa e nas bricolagens digitais no miolo desse livro agora.
Pois bem a pariceria do sem ninguém se dera com a Castanha Mecânica do poeta/editor: Fred Caju. Que disponibilizara o livro no formato digital e eu ficara com a realização do sonho da edição feita em papel! Em primeiro procurei algumas editoras para uma pequena tiragem. Os preços locais eram astronômicos para minha condição financeira de licenciando em filosofia e autor/poeta por diversão! Entrei em contato com uma gráfica no centro de Hellcity (pegara um capital emprestado com uns velhos pariceiros poetas de fdpêismo a quem pagara a tal moratória recentementefalando). E cometi o erro amador de agendar/divulgar a data do lançamento do livro sem os ter em minhas mãos.
O que para a minha frustração desassossego da alma ou crise física e ate cansaço mental. O bendito/maldito livro não ficara pronto no prazo combinado! Pro lançamento recebera umas três dúzias de uma edição em espiral que com todo um ódio do mundo dera de brinde aos presentes no dia de seu lançamento no Mercado da Boa Vista na capital pernambucanilhada. Estiveram presentes nesse primeiro ato alguns amigos, pariceiros de estradas entre outr(x)s poetas queridos e prezadas personalidades da resistência porrética: Girola; Zizo; Puritana; Ed. Vieira; Jô; Kaligula; Dinha; Tão; Ivan; Madrinha; Day; Jymmy; Rildo; Belian; Jon; Caju e o Policarpo... Entre outros seres presente nesse ou em outros dos lançamentos. Tinha a priori a intenção de fazer uma tournée literária pelo agreste. A posteriori resultou em alguns recitais de lançamento do livro dos que me lembro cito o adocicado no Chiqueiro do Rock em Santantão do Egito, no Cape de Bois Pequenos City e através da MOSTRAPE na Biblioteca do Estado no calor de uma noite ebriamente empatafodistica de Hellcity.
Apesar do desencanto ou do desengano (cantado por Tito Lívio-Lula Cortes) com o livro, devido aos entraves gráficos que me fizera perder um pouco do muito do foco por uns dias sobre o tempo. Digo a falta de vontade potencial. Eu segui o meu caminho... Retornei há lançar um livreto independente em 2015 outro relançamento em 2018. E mais três obras no ano da primeira grande pandemia do século XXI. Dentre estes relancei uma parte do ebook de 2012 e agora no decorrente ano me proponho ao resgate histórico do meu primeiro filho/livro.
Sem Ninguém! É por que não: uma obra prima em si para mim digo ser a minha porresia mais relevante. Ela já baixou pronta em si ou em mim eu e minha cabeça pensante em uma manhã de um dia de semana em uma barraca de cereais killers... Sei que viera com um tom/vocábulo musical de Arnaldo Antunes, Sepultura passando pelo Nirvana entre outras coisas mantricarmentefalando. O livro é em si e também fora de si cheio de referencias transpiracionais as minhas leituras com um pé no erotismo poético sagrado dos cânticos dos cânticos passando pela margem poética das degustações literárias com outro pé no arroto bukowiskiano e o terceiro pé pitado na lama do bom Marques de Sade entre outros espirros dos espíritos de porcos contemporâneos seres.
Enfim ou em mim: a resistência poética ou porreticamente continua presentemente nas digitais dessas linhas atemporais e no amarelado dessas paginas/palavras. Nas novas paricerias conquistadas e também nas velhas cultivadas e regadas sem demasia. E no desejo por melhores dias safados... Diferentes desses estranhos dias quarentenilhados! Eis aqui o meu sem ninguém. Que ainda é uma forma de cantar a saudade do sexo do outro! O desejo de permanecer noite adentro no aquecimento corporal. Boa degustação para com essa bebida advinda também das rubiatas e revisitada em tantas as mesas de poesias por onde passei em algum dia como no hoje do meu galope temporal.
-Célio Lima.
Versão impressa R$ 35,09
Versão ebook R$ 19,80
Disponível em: https://clubedeautores.com.br/livro/sem-ninguem 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Resenha do romance Mar de Pedras do escritor Daniel Barros por Manoel Hélio Alves

 Manoel Hélio Alves (Foto de Alice Angélica)

Quando eu terminei de ler o romance Mar de Pedras do escritor Daniel Barros, o meu rosto estava banhado em lágrimas...  Não tenho palavras para descrever a sensação maravilhosa que foi ler este livro! Na minha concepção, o autor conseguiu transmitir toda poesia que um bom romance pode proporcionar ao seu leitor, da primeira à última página, a emoção transbordou em cada capítulo, Daniel Barros magistralmente conseguiu prender a minha atenção do início ao fim! O único escritor brasileiro que me leva as lágrimas é o Jorge Amado, com o seu livro Capitães de Areia, hoje eu descobri que o alagoano Daniel Barros também me leva as lágrimas, com o seu belíssimo livro Mar de Pedras!

Serviço:

Livro Mar de Pedras, 256 páginas, Thesaurus Editora, 2015.


Manoel Hélio Alves é poeta, natural de Macarani - Bahia, sócio da UBE União Brasileira de Escritores, mora há muitos anos em São Bernardo do Campo - SP.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Um passeio no mundo livro I Ingrid Moradiam

sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

UMA POESIA PARA RAUL no Portal da UBE União Brasileira de Escritores


Manoel Hélio é uma daquelas pessoas que resolveu se aventurar no universo "raulseixístico" com garra e talento. Neste livro, você, leitor, encontrará poesias sutis, com retoques talentosos, de quem soube mergulhar nas palavras para poder expressar um sentimento tão belo como o amor e o carinho que nutre por seu ídolo, Raul Seixas.
São trinta e três poesias desenvolvidas por um verdadeiro artesão das palavras, do qual soube lapidar cada palavra, cada vírgula, cada parágrafo que exprimem um sentimento movido por um ideal.
Parabéns, meu amigo! Seu objetivo foi bem sucedido, pois você conseguiu penetrar na obra de Raul Seixas e colocar sua magia que fez com que todas suas poesias se tornassem vivas e surrealistas.
Raul Seixas sempre será uma luz para seus fãs, porque o ídolo não morreu. Muito pelo contrário, sua excelente obra ainda se faz presente, desperta talentos como no caso de Manoel Hélio, que nos presenteia com esta ilustre edição, que permanecerá eternamente para aguçar mais fãs a despontarem, assim como o autor, sua potência singular criadora.

Leonardo Mirio, é escritor, autor da trilogia: Raul Nosso de Cada Um (2015), Raul Seixas: O Eco de Suas Palavras (2016) e Raul Seixas: Jamais Me Revelarei (2018), todos os livros publicados de forma independente pelo autor.

Manoel Hélio Alves, é poeta, natural de Macarani, Bahia, mora há muitos anos em São Bernardo do Campo, São Paulo.

SERVIÇO
Uma poesia para Raul
Manoel Hélio Alves
Autor Independente
ISBN 978-65-00-08406-1
Poesia - 14x21 cm - 86 páginas
R$26,89


UBE União Brasileira de Escritores - UMA POESIA PARA RAUL / Manoel Hélio Alves

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

1ª BIENAL VIRTUAL DO LIVRO DE SÃO PAULO ATRAI PÚBLICO DE 90 PAÍSES E ESTENDE ACESSO ATÉ 13 DE FEVEREIRO

 


Em uma semana, evento teve mais de 1,338 milhão de visualizações e 79% acessaram a plataforma por celular.

 

1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo, versão digital do maior evento literário da América Latina, atraiu participantes de 90 países durante o período de 7 a 13 de dezembro, com mais 190 horas de programação, 100 expositores, 330 autores nacionais, oito estrangeiros e 114 reuniões de negócios com compradores internacionais. Realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), a Bienal Virtual atraiu participantes de diversos países, como Estados Unidos, Portugal, França, Reino Unido, Alemanha, Espanha, Japão, Argentina e Bolívia. Devido ao sucesso, a 1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo manterá todo seu conteúdo e estandes virtuais até 13 de fevereiro de 2021 pela www.bienalvirtualsp.org.br.

 

Com o tema Conectando Pessoas e Livros, o evento registrou número recorde de participantes às mesas de debates e teve mais de 1,338 milhão de visualizações.

“Esse foi um evento sem precedentes. Pela primeira vez, reunimos pessoas de todo o Brasil e também de diversos países do mundo nessa grande festa que é a Bienal.  Tivemos recordes de acesso aos debates.”, afirma Vitor Tavares, presidente da CBL.

Nos sete dias, além dos acessos para assistir às palestras, o público também acessou a plataforma para comprar livros, visitar estandes de livrarias e editoras e profissionais do mercado editorial puderam fazer negócios. O evento também permitiu que o conteúdo fosse mais acessível, garantindo uma Bienal mais inclusiva. Além de ser gratuito, o evento ofereceu tradução simultânea e Libras em suas palestras.

O formato digital revelou também o comportamento de navegação do público: quase 79% dos acessos foram feitos por celulares e 1% por tablets, o que facilitou a participação e compartilhamento por redes sociais. Outros 20% foram de acessos por desktop.

A escritora Iris Figueiredo, que foi mediadora da mesa “Thalita Rebouças – 20 anos de carreira” e participou do debate “Escrevendo para jovens em diferentes mídias”, destacou o diferencial da Bienal Virtual.  “Nesse momento tão difícil que estamos vivendo, foi muito bom ter um espaço para falar sobre livros e ver a Bienal romper fronteiras. Leitores que nunca participaram puderam ter a oportunidade de assistir aos bate-papos. A Bienal sempre foi muito importante pra mim, tanto como leitora quanto autora, então participar da programação como autora pela primeira vez foi inesquecível!”, explica a autora de “Céu sem estrelas”.

1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo homenageou o centenário da obra de Agatha Christie e contou com a booktuber Madame Agatha Killer como mediadora da mesa que reuniu Bel Rodrigues, Raphael Montes e Tito Prates:

“Foi muito enriquecedor e falamos do impacto mundial das obras. Para mim, uma booktuber de alcance pequeno, foi muito importante poder ser vista por um público tão amplo. Foi incrível que o evento tenha se reinventado nesse tempo de pandemia e tenha nos proporcionado essa experiência virtual. Mal posso esperar pela próxima edição”, diz Madame Agatha.

A 1ª Bienal Virtual do Livro de SP contou com Pólen®, um produto Suzano, e a Bic como patrocinadores do evento.

 

Confira algumas matérias que saíram na mídia:

 

 Jornal Nacional – https://globoplay.globo.com/v/9086124/

 

SPTV – Ao vivo – https://globoplay.globo.com/v/9081318/programa/

 

CNN: https://www.youtube.com/watch?v=YUgr4ieVo5w

 

SBT Ribeirão Preto com entrevista do @Vitor Tavares  a partir de 53 minutos: https://web.facebook.com/sbtrp/videos/1251249345245441/

 

Rádio cultura:https://cultura.uol.com.br/radio/programas/de-volta-pra-casa/2020/12/08/145_bienal-do-livro-de-sao-paulo-ganha-edicao-virtual.html?fbclid=IwAR2rEDyQYaYoSgWWNNDMSq2LkPqjL5faBfxPelXrl6lgmrtyHUrQm6cMn7I

 

Jornal da Record: https://www.youtube.com/watch?v=dq5VeH3WyiE&ab_channel=JornaldaRecord

 

Rede TV, 

https://www.redetv.uol.com.br/jornalismo/redetvnews/videos/cultura/bienal-do-livro-e-realizada-de-forma-virtual-em-2020

 

Rede Difusora

https://www.facebook.com/watch/?v=215964576759630/



Fonte: Câmara Brasileira do Livro (CBL), http://cbl.org.br/imprensa/noticias/1a-bienal-virtual-do-livro-de-sao-paulo-atrai-publico-de-90-paises-e-estende-acesso-ate-13-de-fevereiro, publicado em 14/12/2020.


A MÍDIA GRANDE, AQUELA QUE TEM TAMANHO, MAS NÃO TEM GRANDEZA.


 

O jornalista Robson Luquési em entrevista a Carlos Galdino da rádio Comunitária Cantareira e Expresso Periférico ,fala da atuação da mídia brasileira durante a pandemia do novo Coronavírus e sobre o comportamento da imprensa frente aos desrespeitos cometidos  por parte do presidente da república.  


Carlos Galdino EP  Porque apesar dos malefícios do monopólio das comunicações no Brasil nao conseguimos aprovar um novo marco regulatório  a fim de democratizar o acesso e a gestão dos veículos de comunicação,permitindo que todas as parcelas da sociedade possam ser representadas no que diz respeito a terem voz e lugar de fala em todos os modais da cadeia de imprensa ?

                                                                                                                                                                       Robson Luquési  Justamente por isto: a democratização dos veículos significa reorganizar, reestruturar as formas de concessão, de como elas podem e dever ser usadas, estabelecer novas funções aos veículos, com novos deveres quanto às suas responsabilidades e, especialmente, buscar o compartilhamento do poder. 

Essa é a questão. 

Muitas das nossas e nossos parlamentares são donas ou têm ligações estreitas com veículos de comunicação que servem, fundamentalmente, para sua interminável vida de eleições e reeleições. Elas não querem, e não vão, dividir esse pão. Aí está incluído o Executivo e Judiciário que têm seus interesses de perpetuação de exercício de poder e influência. É a chamada elite praticando o que mais gosta: poder. 

Para quebrar esse vício é somente com a pressão da sociedade civil organizada, ligada ou não a partidos políticos, mas que sempre acaba desaguando no campo político-partidário, porque é lá que os embates democráticos acontecem, ou deveriam acontecer. Senão é ditadura, pura e simples.

 Carlos Galdino EP Como você avalia o trabalho da imprensa brasileira na cobertura  da pandemia do Covid19? Houve parcialidade? 

Robson Luquési  A mídia grande, que é aquela que tem tamanho, mas não tem grandeza, há muito tempo não faz jornalismo. Apenas trata os assuntos que interessam ao conjunto dos proprietários dos veículos embolorados de comunicação. Tornou-se um balcão de negócios, de venda de produtos emoldurados por algumas “informações” que acham ser relevantes para a população. 

Já os veículos independentes sempre sofreram com sua sustentação financeira, da mesma forma que a mídia grande necessita.

“O fundamental é entender que tudo, tudo é público.”

O fundamental é entender que tudo, tudo é público. Todos os anunciantes, em primeira análise, são públicos. Por exemplo, uma montadora de automóveis é uma grande anunciante? Sim. É privada? Sim. Mas se o governo, que é público, não tivesse política econômica que favorecesse o estabelecimento, o desenvolvimento e a permanência dessa montadora no país, em qualquer país, ela vai embora. Sem o poder público, o privado não existe.

Claro que falo isto em linhas gerais. Mas se o poder público não oferece condições para os empresários se estabelecerem eles simplesmente desaparecem. Eles querem vender, querem lucro. Não têm preocupação social com coisa nenhuma. Alguns até fazem marketing tentando dizer o contrário.

Voltando. Uma imprensa, no caso os grandes conglomerados, que só agem como empresa no pior sentido, não tem preocupação com seu papel básico: informar a população, trazer várias opiniões e contextos para possibilitar que crie seu juízo sobre os assuntos. Daí que fica ainda mais difícil informar com o máximo de isenção – mesmo porque isenção total não existe. 

E essa imprensa, a grande, tem em seus quadros muitas pessoas curiosas, isto é bom. Mas curiosas que não têm o preparo necessário para cumprir seu papel. Estão ali para propagandear o que querem seus patrões.

“A imprensa independente também sofre com esta falta de preparo.”

A imprensa independente também sofre com esta falta de preparo. A diferença é que busca se aperfeiçoar, representar a vontade de seus leitores, espectadores, enfim. Mas, claro que, também, tem seus interesses políticos e comerciais. Entretanto, tem o direito de receber um tratamento justo para que possam existir.

Daí que com a pandemia, algo novo nos últimos 100 anos, todas as instituições têm muita dificuldade em discernir o que poderia ser bom no exercício de suas funções e obrigações. Estão tendo de conviver com “novidades” como a de que o poder público, bem ou mal, é que está segurando o rojão, que a miséria e pobreza existem e têm de ser combatidas. 

Há muita coisa sendo dita, mal dita, mal apurada e passada como informação, mas que não passa de uma mera transmissão de dados. 

 Ouça essa entrevista acesse:  https://anchor.fm/carlos1437/episodes/Entrevista-com-Robson-Luqusi-epje3f

 Carlos Galdino EP Na sua opinião, o que a imprensa deveria fazer frente ao tratamento desrespeitoso  a ela dispensado pelo presidente da república?

Robson Luquési  Noticiar ininterruptamente o que o (des)governo vem fazendo. Buscar informações importantes sobre o que o (des)governo deveria estar fazendo, mas não está. Não precisa fazer campanha por impedimento, basta noticiar.

As entidades representativas dos proprietários de veículos de comunicação, dos profissionais de imprensa e das que têm formação coletiva poderiam organizar movimentos de cobrança das obrigações do ocupante do cargo de presidente. Não que não haja manifestações, mas têm sido temporais e individuais. Claro que nem todos os veículos concordariam, notadamente os que recebem verba governamental, mas os que topassem o trabalho.

Acredito que também caibam ações judiciais conjuntas contra o ocupante no sentido de contrapor o tratamento animalesco por ele dispensado à Imprensa.

 Ouça essa entrevista acesse:  https://anchor.fm/carlos1437/episodes/Entrevista-com-Robson-Luqusi-epje3f

Carlos Galdino EP O que você enxerga de positivo e negativo comparando o comportamento da mídia brasileira e americana no que se refere ao aspecto de posicionamento político? 

Robson Luquési  Em tese, muito em tese, esta pergunta não precisaria ser feita porque os veículos não deveriam ter posicionamento político. Lembra da isenção? Pois é. É uma abstração. 

A mídia nacional, aí incluída a Imprensa – porque considero mídia um conjunto de meios variados que produzem notícias, cultura, entretenimento – tem uma grande variação ideológica – aqui entendendo ideologia como uma linha de pensamento – reflexo da nossa composição social. E esta diversidade é ótima porque abre espaço para vários posicionamentos. Paradoxalmente, também ficam reforçadas as diferenças e os obstáculos que os meios hegemônicos levantam para evitar que as vias independentes sigam com seu trabalho.

Nos Estados Unidos, embora até haja entidades de esquerda, ou próximo disso, e seus veículos, o cenário preponderante é o da mídia essencialmente capitalista, de mercado, portanto, conservadora. Isto graças à sedimentação da chamada ideologia de direita. O ambiente é dominado por essa visão de mundo, daí que, lá, o diferente não é assim tão estranho.

Carlos Galdino EP As mídias tradicionais  tem poder de influenciar e mudar os rumos da política,mesmo com as influências e expansão das redes sociais? 

 Robson Luquési   As redes sociais são o novo e potente campo de comunicação e, também, de domínio de pensamento. Quem já estava estruturado economicamente continua exercendo seu poder de direcionamento de interesses, mas com mudanças. 

Mas como se trata de um mercado “incontrolável”, em comparação com as situações anteriores, as posturas questionadoras e inovadoras ganharam um enorme e importante campo de ação, já que a rede mundial de computadores não exige enormes investimentos de dinheiro para existir, como é para um jornal impresso.

E as mídias convencionais vêm se adaptando a esse novo mundo, com extrema dificuldade já que a concorrência aumentou. Não têm mais a influência que tinham. A linguagem e temas são outros, suas opiniões são mais algumas num mar de dados, impressões e achismos. Tanto é que as redes sociais têm tido papel decisivo em eleições, como foi o caso do brasil, em 2018.

Carlos Galdino EP Qual seria o modelo ideal de concessão pública  de comunicação  para a inclusão democrática e igualitária de todas as parcelas de nossa sociedade?

Robson Luquési  Ideal, não há. Mas é preciso ser rigoroso naquilo que se julga correto e justo. Como há milhares de propostas para tudo, vão aqui algumas.

As concessões de rádio e televisão deveriam ser direcionadas para entidades da sociedade civil e grupos particulares, mas sempre com caráter público e sem participação de entidade internacional em sua composição societária. 

Teriam de ter 80% de programação nacional, sendo metade disso com produção local. 

Os espaços na programação têm de ser preenchidos por produção própria, nacional ou estrangeira, de cunho cultural/entretenimento/jornalístico.

Proibição de propriedade de concessão a qualquer agente político partidário, direta ou indiretamente, seja grupo ou indivíduo. 

Abertura de frequências, em rádio e tv, para agentes e entidades comunitárias, com alcance aberto e programação própria. Criação de linhas de crédito para criação deste tipo de mídia.

As instituições religiosas deverão ter canais próprios de comunicação a serem exibidos em banda específica de difusão. Portanto, fica proibida a venda de espaços nos canais comerciais e comunitários.

O poder público deve criar uma rede nacional de banda larga para internet e facilitar o acesso para entidades e pessoas que não possam adquirir os aparelhos necessários, como computadores e celulares.

Reconfiguração do direcionamento de verbas publicitárias estatais com prioridade aos micro, pequenos e médios empreendedores da comunicação social. 


Robsoñ luquêsi

Jornalista, escritor.

Já atuou em veículos de comunicação comerciais e assessoria de imprensa na administração pública.

57 anos de idade.


 Ouça essa entrevista acesse:

 https://anchor.fm/carlos1437/episodes/Entrevista-com-Robson-Luqusi-epje3f

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Daniel Barros - Enterro Sem Defunto (Editora LER)

Expresso Periférico 2ª Edição

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Projeto Letras e Caminhos com o escritor Daniel Barros


Na próxima quarta-feira, dia 27 de janeiro, a partir das 22 horas, AO VIVO, no canal Letras e Caminhos, vamos falar do romance "Enterro Sem Defunto", do escritor alagoano Daniel Barros.
O poeta Manoel Hélio fará as suas considerações sobre o livro do escritor Daniel Barros, sob a perspectiva do olhar de um leitor apaixonado por livros!

Manoel Hélio Alves, é poeta, natural de Macarani - Bahia, mora há muitos anos em São Bernardo do Campo, São Paulo, autor do livro, "Uma Poesia Para Raul", uma edição independente.