terça-feira, 19 de novembro de 2019

Uma Poesia Para Raul - III



Não sou nenhum Dom Juan
Ainda estou jogando os primeiros dados
Com a fúria de um eunuco-homem
Poesia não dá camisa à ninguém
Mas nos deixa bem leves depois de declamá-las
Jogue o Tarô quem sabe os arcanos 
Possam dizer o quanto dói a sua falta
Alice Angélica você está rindo d'eu
Não quero ser um diamante nas mãos de mendigos
Quero ser um garimpeiro na busca eterna do verso perfeito
Nem que isso me custe a solidão
O Universo é apenas um ponto no infinito


Manoel Hélio Alves é poeta, natural de Macarani, Bahia.

16 comentários:

  1. Benilton José Moreira20 de novembro de 2019 15:46

    Boa, Manoel Hélio!
    Isso nos faz pensar sobre a humanidade pois a leveza de suas palavras valem mais do que diamantes. Parabéns!

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  2. Eu deixaria o verso "jogue o tarô" em uma linha sozinho.

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    1. Obrigado pelas sugestões Marilene! Nós estamos estudando as suas propostas.

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  3. Eu retiraria "a ninguém" e "depois de declamá-la". Parece que fica mais "leve" sem essas palavras.

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    1. Obrigado Marilene pelas suas sugestões! Nós vamos olhar com muito carinho as suas dicas.

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  4. Gostei...mostra o amor de um poeta que simplesmente quer continuar se expressando, seja do jeito que for e por onde passar. Grand e beijo. Desejo muito sucesso sempre querido amigo.����������

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  5. Gostei...mosta o amor de um poeta que simplesmente quer se expressar...Parabéns. Sucesso sempre, querido amigo.

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  6. O verso perfeito é o que flui leve e se declama por si só!

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  7. Obrigado pelo seu comentário Expedito! E que a nossa busca não cesse nunca...

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  8. E esse, eu chamo de rock baladinha! Bom demais!

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