quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Uma Poesia Para Raul - XIII



Suas palavras ácidas
Na minha tela plana
Quanta amargura literária
Vômitos cibernéticos online
Eu sou o vírus que não deixa
Você fechar a sinapse
Faça um download dos meus pulsos
E não se esqueça de visitar a sua lixeira
Quem sabe você deletou
O pouco da humanidade
Que ainda resta
Eu não estou programado
Para dar respostas
Nem tão pouco recarregar
As suas baterias
Eu sou a fonte do spam
Que atormenta
Viajo pelo Caixa de Poemas
Na busca de um antídoto
Contra o seu curto-circuito
Eu não estou programado
Para reinstalar em meu HD
O seu mau humor perdulário
O que para eu pode ser
Uma carga positiva
Para você pode ser
A sua autodestruição


Manoel Hélio Alves, é poeta, natural de Macarani, Bahia.

2 comentários:

  1. Benilton José Moreira7 de fevereiro de 2020 06:20

    Bom dia, Manoel Hélio!
    Muito legal, gostei. Bem atual e tecnológico, rsrsrs
    Abraços..

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  2. Obrigado pelo seu comentário Benilton!

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