quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Uma Poesia Para Raul - XIV





Que pena, amor
Minha paixão é tão eletrizante
O seu cartão é tão magnético
Que black out social!



Nossos versos doentes
Meu hot dog estragado
O seu batom contaminado
A espera é tanta
Que meu toicinho virou bacon



Bebo em seu corpo
O veneno das civilizações
Consolar você não posso
Suas lágrimas me levarão ao inferno.



Hoje eu saí da realidade
Tive fantasias com você
Abortei antigos sonhos
Uma parte d'eu morreu



Manoel Hélio Alves, é poeta, natural de Macarani/Bahia, e mora há muito tempo em São Bernardo do Campo/São Paulo.

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9 comentários:

  1. Massa,um poema que fala do corriqueiro do dia a dia de pessoas de todas as pessoas emoções traduzidas pro simples e de fácil entendimento ,e uma linguagem jovem atual fresca ,um poema contemporâneo. Parabéns Manuel a arte vive em nós. Gratidão

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    1. Obrigado pelo seu comentário! Pode ter certeza que a construção desse projeto leva um pouco da alma de cada um de vocês que comentam e compartilham a emoção da leitura da minha poesia.

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    2. Parabéns Manoel! Suas poesias são ótimas.

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  2. Uma parte do eu morreu
    , explica melhor isso. Mais gostei da poesia, um pouco direta mais bonita, mais gosto muito de poesia bem romantisada. Mais um abraço amigo valeu o seu trabalho. Bem interessante

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    1. Obrigado pelo seu comentário! A morte no texto tem haver com a perda da inocência...

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  3. Benilton José Moreira17 de fevereiro de 2020 23:47

    Boa noite, Manoel Hélio!
    Este poema retrata aquilo que passamos diariamente. É um poema bem a nossa realidade!
    Abraços.

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