domingo, 26 de maio de 2013

Hoje tive a grata surpresa de receber novo livro de Nilto Maciel – Gregotins de desaprendiz –, que me deixou ansioso para ler. O último que li foi MENOS VIVI do que fiei palavras, livro que me encantou e me surpreendeu. Como o próprio Nilto diz, e concordo com ele: “Gosto de surpresas...”, referindo-se a um romance que lia no momento, e que não a estava encontrando no tal romance.
       Acredito que MENOS VIVI do que fiei palavras é um livro que deveria ser lido por todos que pretendem se tornar escritores. Acho que não foi esta a intenção dele, mas à medida que comenta outros autores, dá uma lição de como escrever um bom livro, é evidente. Mais uma vez concordo com Nilto: “... arte não se aprende. É talento, vocação, inspiração, predestinação. Seguidos de aprendizado, paciência, trabalho, dedicação.” Estão servidas as suas “dicas” a este segundo momento do trabalho.
       Foram muitos os momentos em que me identifiquei com o autor em seus relatos, o que me deixou menos desamparado, menos só, como na seguinte passagem: “A leitura para mim ocorre, fundamentalmente, por dever (de escritor) e por falta de ocupação melhor. Para renovar a literatura, é preciso ler muito.”
       Sem dúvida, como bem diz o poeta João Carlos Taveira, Nilto Maciel é um dos escritores mais completos da moderna ficção brasileira, como também o foram Graciliano Ramos, Machado de Assis, entre outros mestres da nossa literatura.


*Daniel Barros é autor do romance O sorriso da cachorra, e tem no prelo Enterro sem defunto, também romance.