terça-feira, 3 de junho de 2014

das mãos



xávega, o aparelhar das redes

é da mãos que falo
quando digo
o caminho

para elas os olhos
mãos outras
os corpos devagar

marinheiras
de um outro navegar

é das mãos que falo
quando digo
não fales

se me perco nas mãos
é de tanto as olhar
escuta

as mãos

(torreira; companha do marco; 2011)

http://ahcravo.wordpress.com/2014/06/03/das-maos-2/