domingo, 28 de setembro de 2014

Excesso de mim

Foi como um corte profundo a expelir toda dor
Num lento aproximar, ele me devotou

Cravou-se ao comandar em verbos gestos de si
E me conjugou...

Sua levada tudo transformou
Teve a distância, mas não a ausência

Cara-metade por tantos desejada
Infinito no recomeço do tempo

Agora entendo a sua partida antecipada
Vivi muitos anos curtos ao seu lado

Sua natureza contemplava a divindade que a chamava...
Desde então percebi ser ele excesso de mim.