terça-feira, 28 de outubro de 2014

(Maravilhosa Ode de Bráulio Bessa Uchoa, pede resposta) EU FICO!

Maravilhosa Ode de Bráulio Bessa Uchoa, pede resposta

EU FICO!

E eu iria pra onde me pergunto.
Para onde iria a Maria e os amigos da Maria?
Se meu pai nasceu maranhense, terra de Luis Cassas.
E minha mãe é pernambucana da terra de Célio Lima.
Minha avó cearense, da terra da diva de olhos de esmeralda.
A meiga Mariana Mota. Talvez sejas tu, de longe uma prima.
Ninfa a qual me apresentou Pedro Lira por sua fiel leitora.
E eu, com Manoel de Barros os sul-mato-grossenses...
Aonde iremos "a vadiar" com as palavras?
Se somos do Centro Oeste como Jorge Montenegro,...
E o que será dos Sonetos de Edir Pina de Barros (Flor do Cerrado)?
Meus filhos de paraguaios e árabes são descendentes.
Já me basta o ódio entre os crentes e os descrentes.
O que faço, se o meu neto é ítalo-brasileiro?
Sabe bem Claudio Daniel do ódio das gentes.
Não me imagino nem em sonho, estar longe por preconceito.
Da minha mãezinha tão querida que me amamentou ao peito.
Quiçá essa, espero que com não apoucados anos de vida.
Talvez ela viva como Saturnino meu avô, retirante nordestino.
Humilde lavrador, mudou de destino, não quis ir pra Salvador.
Aonde moram Danilo Evangelista Evangelista e Lívia Chaves.
Foi além de Minas terra de Dilma, Líria Liria Porto e Roberto Auad.
Que Deus Nosso Senhor dessa separação nos guarde!
Seria bom ir pra além mar em Portugal, conhecer Ana Andrade.
Ao albergue paulista trouxe "Seu Tunico" sua grande família.
Pra ver água saindo da parede era muita, fome e sede!
E conta mamãe ainda menina que uma grande alegria se fez.
Esse homem coração valente, trabalhou e viveu cento e três.
Mas eu escolheria o agreste certamente como morada.
Pediria misericórdia a essa gente com alma desarmada.
Para não ser da terra seca extraditada.
Meus antepassados eram portugueses, negros, índios, espanhóis.
E daí?
Olha quanta "gentarada"!
Daí talvez surgiu em mim, essa minha "veia poética desatada".
Teria eu que morrer de desterro ou de tristeza.
Por não encontrar pra mim nessa pátria lugar para morada.
Paulo Wainberg, Jana Jones Hasselmann e Eliane Triska.
Grandes amigos, poetas e críticos que considero.
Jean Canesqui eu piro! De longe eu do meu "doce vampiro"?
Fico aqui no Rio com Chico Terrah pela Feira de São Cristóvão.
Um pedacinho do Nordeste no sudeste, um pedacinho do agreste.
Aonde se dança muito forró e se ouve falar das vaquejadas.
Das folias do boi, do baião de Jorge Amado e das marujadas.
Digam ao povo do Nordeste e do Brasil, pra alegria dos, fascistas, dos
"neo-nazistas" e os políticos os separatistas que nesse país que é tão nosso.
Eu fico!
-Maria Delmond-