quinta-feira, 26 de abril de 2018

eu abri as portas da gaiola





                (...eles passarão
                    eu passarinho
                “mário quintana”)

não sei de bancadas
nem de lugar à sombra

gosto de sol e mar
e da força da vagas

ficou vazia a cadeira
que me guardaram

recuso o caminho palavroso
onde não nasceram gestos

cantam de poleiro
aves de arribação

eu abri as portas da gaiola
para voar
é tarde para me cortarem
as asas

(armazéns de lavos; mexer; 2016)

o meu amigo paulo formiga

https://ahcravo.com/2018/04/26/a-beleza-do-sal-46/