quarta-feira, 11 de março de 2020

Uma Poesia Para Raul - XVII




Eu estou atordoado até agora
O pedido não saiu da minha cabeça
Um corpo magro sobre o caminhão
Encurralado nas grades por cães vadios
Um grito rasga os pulmões
Eu quero falar
Matéria em votação
Pronto
Aprovada
Um corpo magro sobre o caminhão
Eu quero falar
Desligaram os microfones
As ovelhas sedadas
Sem saída
Encantadas pela raposa de plantão
Mais uma vez
O meu corpo torto sobre o caminhão
Soluça
Até quando



Manoel Hélio Alves, é poeta, natural de Macarani, Bahia, mora há muitos anos em São Bernardo do Campo, São Paulo.

6 comentários:

  1. Pediste comentários, e aí vai o meu:
    A tua composição, uma prosa pretensamente poética, é pretensa, porque não tem poesia alguma. Como se isso ainda fosse pouco, pretende também ser hermética, dentro daquele estilo do "importa é que eu, autor, entenda; o resto, que se dane".
    Antes que gastes a tua grana com os custos de publicação de livro, recomendo que leias "A CONSTRUÇÃO DE UM POEMA, em http://net7mares.blogspot.com/2009/09/construcao-de-um-poema-parte-1.html

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  2. Obrigado pelo seu comentário Net7Mares!
    Dica de leitura: POEMA E POESIA - QUAL A DIFERENÇA? https://www.estudopratico.com.br/poema-e-poesia-qual-a-diferenca/

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  3. Bom dia, caro poeta! Bom dia Anselmo Net7Mares
    "Tem sangue eterno a Asa Ritmada...
    E um dia eu sei estarei mudo...mais nada" (Cecília Meireles)

    Poesia é poesia...
    Contrapõe à vaidade. Abraços!

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  4. Benilton José Moreira14 de março de 2020 23:57

    Boa noite, Manoel Hélio.
    Muito lindo!
    Reflete nosso cotidiano. Quantos gritos não ficaram entalados esperando por algo a ser aprovado ou reprovado. Fantástico!

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