quarta-feira, 1 de abril de 2020

Uma Poesia Para Raul - XX



Efervescência de sonhos etílicos, compartilhados

Passos largos, em direções opostas

Noites de insônias, sonos roubados

Vejo no meio fio, transeuntes desloucados

O Jardim da Babilônia, não é aqui

Praça Ramos de Azevedo, “o início”!

Minha voz desafinada, em coro

A loucura estampada no Tribuna Escrita

Não sou ator, mas estou no Municipal

Sigo a multidão, por ruas tortuosas do centro

Ladeiras sinuosas, uma multidão em transe, “o meio”!

Procissão às avessas, Praça da Sé, não é “o fim”!

Sylvio, no próximo ano, quero seguir novamente teus passos...


Manoel Hélio Alves, é poeta, natural de Macarani - Bahia, mora há muito tempo em São Bernardo do Campo - SP.

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7 comentários:

  1. Gostei,e principalmente do contraste com o triplo início meio e no fim homenageando Silvio,super criativo.

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  2. Na maior parte do tempo, não somos - Estamos!

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  3. Benilton José Moreira4 de abril de 2020 09:12

    Bom dia, Manoel Hélio!
    Em tempos de "confinamento" lembrar de Praça Ramos, Municipal, Praça da Sé, cheio de gente e passos descompassados, nos trás lembranças de tempos melhores. Parabéns!

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  4. Muito atual essa poesia. Lendo da vontade de sair, de colocar a voz seja ela como for, conversar pelas ruas, cantar, Andar por aí (Passos largos) Gostei muito. Parabéns amigo!

    saudades

    Rô Carvalho

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