quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

meditação à beira ria (7)

o prazer da solidão no meio da ria


saber que
tão breve
tão coisa pouca
tão aqui
sem

fazedor de coisas várias
não me fiz nunca
fui vindo

ajuntador de letras
de imagens
do que posso

em nada sendo algo
mas apenas
isto
um mais

ou menos
sei lá

o vento sopra
lá fora
há um poeta
por dentro dele
a falar-me do binómio de newton

talvez volte
e o encontre ou não
é tudo assim

(ria de aveiro; torreira)

http://ahcravo.wordpress.com/2014/01/29/meditacao-a-beira-ria-7/