domingo, 16 de fevereiro de 2014

chegar



arribar do barco de mar s.josé

(tenho tanto para te dizer
e tão pouco o tempo)

ninguém regressa a lado algum
chega-se sempre
não há regresso ao que era
porque já foi
a isso o tempo nos condenou
o tempo os homens a natureza
nós

chega
chegarás sempre
admira-te ou desilude-te
o teres chegado
é sempre espanto

(o barco aproxima-se da areia
os homens crescem para a terra
chegam)

(praia de mira; companha do zé monteiro; 2009)

http://ahcravo.wordpress.com/2014/02/16/chegar/