quinta-feira, 5 de junho de 2014

as mãos e os olhos



o aparelhar das redes


as mãos falam com os olhos
dizem-se o como
por onde
caminhos de artes ancestrais
refeitos

as redes sofridas de tanto mar
descansam o serem assim
nestas carícias breves

não há mãos rudes
nem caminhos de pedras

há homens
artes e mar

o tempo calou-se para
ouvir o norte

colori tudo para que saibas
a xávega
é oiro que nas tuas mãos
os olhos entregam

leva-a

(torreira; companha do marco; 2011)

http://ahcravo.wordpress.com/2014/06/05/o-aparelhar-das-redes-as-maos/