quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

o abraço

delmar, não largues o calão!

crónicas da xávega (31)


o abraço



desenhar as palavras
à altura da vaga vencida
será tarefa árdua

chegar onde estes homens
dizer deles o que
sem saber coo chegar até

escaldante como a areia
o pensar ser

morrer na praia é desejo
viver no mar é urgente

o abraço

(torreira; companha do marco; 2014)

ao calão, o delmar viola

https://ahcravo.wordpress.com/2014/12/10/cronicas-da-xavega-31/