domingo, 16 de setembro de 2018

BOLSONARO APUNHALADO



ESTÍMULO À VIOLÊNCIA

Dr. Nevino Antonio Rocco

   Comparação do noticiário da nossa imprensa com a do primeiro mundo, a respeito da agressão ao candidato Bolsonáro, sugere que aqui se estimula a criminalidade, tal a ênfase ao nome a à foto do agressor. Dir-se-ia que, não fosse a urna eletrônica, em tempos de papel, esse delinquente receberia mais votos que sua vítima. Assim aconteceu no passada com Cacareco, aquele hipopótamo do nosso zoo, antes do voto eletrônico.

   Curioso, acessei LE MONDE que, como toda mídia internacional, também dedicou a primeira página ao fato. Todavia, nem nome, muito menos foto do agente criminoso. Em manchete diz o jornal francês que o candidato Jair Bolsonaro, “favorito à presidência”, foi “apunhalado em pleno ventre” sem se referir ao nome muito menos ilustrar com foto do criminoso. Abaixo, noticia que “Jair Bolsonaro seguia em campanha, numa multidão eleitoral, quando, de repente, um homem munido de uma arma branca, apunhalou-o em pleno ventre”. Nenhum prestígio para o criminoso.

   Enquanto isso, entre nós, o criminoso se realizou pelos jornais escritos, falados e televisados com nome completo, foto, declarações e tudo que se queira para alçar-se ao pódium. Diferentemente, no dito primeiro mundo, ficou no anonimato e não servirá de exemplo para outros celerados, que os há por toda parte. Lá a violência não prospera como cá. Consta que, no dito primeiro mundo, é proibida a promoção, a divulgação que se faz aqui.

   Tarda, pois, a hora de a nossa imprensa acordar e deixar de supervalorizar a violência. E nós, povo, poderíamos contribuir deixando de comprar dos anunciantes que sustentam esses programas que se esmeram na promoção da delinquência, repetindo e enfatizando não apenas os nomes e fotos dos delinquentes como, também, esmiuçando seus ardis, suas armadilhas, numa verdadeira escola do crime.


 NEVINO ANTONIO ROCCO, advogado, mora em São Bernardo do Campo, SP.