terça-feira, 19 de novembro de 2013

Quase uma Dama



Quase uma Dama 

Porto Alegre, madrugada de um dia qualquer.

“Qualquer” perde o sentido frente com a verdade:
madrugada em que retomo o ostracismo
num subsolo (semi coberto) do hotel em que me hospedava.

Quase uma dama (mantendo a elegância);
nas vizinhanças, Quintana.
Relembro seu quarto desarrumado
(cinzeiro, poesia e café).
Por aqui: cerveja, caneta, cigarro e papel.
Sentada na escada,
rotulo-me anárquica em meio aos Andradas.
Dispenso a lucidez:
senso diluído em espumante liquidez.

Que me critiquem os pudicos:
não queimarei nas fogueiras
por enfrentar desafios.
A minha loucura tem proposituras
que não se coadunam
com meias verdades!


©rosangelaSgoldoni
12 11 2013
RL T 4 568 606